Sobre a Praia do Rosa

Pertencente ao seleto clube das 30 Baías Mais Belas do Mundo e considerada por unanimidade como uma das praias mais lindas e preservadas do Brasil, a Praia do Rosa, em Santa Catarina, tem uma história recente.
Há 30 anos era habitada apenas por umas poucas famílias de pescadores e plantadores de mandioca, não possuía estradas calçadas nem luz elétrica. A chegada de um grupo de jovens alternativos gaúchos, na segunda metade da década de 70, começou a mudar este quadro, e hoje o Rosa tem mais de 100 pousadas e uma invejável rede gastronômica, que inclui dois restaurantes estrelados pelo Guia 4 Rodas, muitas casas de veraneio e boas opções noturnas.

O maior atrativo da Praia do Rosa está no seu exuberante cenário natural e no surpreendente equilíbrio entre a completa estrutura de hospedagem, alimentação e lazer, e a preservação da rusticidade dos seus primeiros tempos.
Suas duas lagoas ainda tem águas límpidas, as encostas são cobertas de verde e suas charmosas ruazinhas continuam de terra, por opção dos moradores.

Como proteção contra o crescimento indiscriminado, a Praia do Rosa possui várias entidades comunitárias e ecológicas que zelam pela integridade do seu patrimônio natural, além de ser legalmente protegida pelo novo Plano Diretor de Desenvolvimento Sustentável de Imbituba e pela legislação da Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca, dentro da qual está localizada.
Um Lugar de estilo
O Rosa não é praia pra todo mundo. Localizada a 90 km de Florianópolis, a praia tem características geográficas e sociais únicas, e que geram opiniões polêmicas. Com o Rosa não tem meio-termo: ou se adora ou se detesta profundamente. Os que se amarram no pedaço falam de suas lagoas à beira-mar, das encostas cheias de verde, pontilhadas por casas de veraneio construídas em estilo peculiar, das confortáveis pousadinhas. Falam dos vários bons restaurantes, dos barzinhos maneiros, da balada da noite, das ondas....
Mas também tem gente que fica de cara com as estradas sempre esburacadas – às vezes enlameadas, noutras poeirentas - dos engarrafamentos do reveillon, da falta de opções para os dias de chuva, da bichogrilagem excessiva. Mas são poucos. A maioria sabe que a praia não tem estrutura para receber multidões ao mesmo tempo, aceita suas limitações urbanísticas com espírito esportivo e procura desfrutar o que de melhor o lugar tem a oferecer. No Rosa só não se diverte quem for careta, quem não foi pra Cancun porque o dólar não deixou, quem é mal comido ou tropeçou no penico quando acordou. Gente que curte a natureza, tem a cabeça aberta e sabe o que é bom, sem dúvida vai encontrar no Rosa motivos de sobra para fazer a cabeça neste verão.

20 anos de história
Até o começo da década de 80, o Rosa era uma pequena e dispersa colônia de pescadores e plantadores de mandioca, sem nenhum tipo de comércio e nem mesmo centro urbano. Sem linha de ônibus, supermercado ou farmácia, começou a se transformar num balneário de verão com a chegada da malucada “flower power” vinda do Rio Grande do Sul. Com o tempo, esta gente foi criando raízes, filhos e juízo, e de suas casinhas rústicas surgiram as primeiras pousadas do morro. Nos últimos anos, a praia vem registrando um crescimento assustador, com dezenas de novas construções surgindo do dia para a noite, ruas sendo abertas, estabelecimentos comerciais brotando como cogumelos nas esquinas. A preocupação com o futuro da praia é geral, mas por enquanto o Rosa ainda preserva sua deliciosa mistura de civilização com natureza, de gente jovem com quem já aprendeu a administrar os prazeres da vida, de ondas perfeitas com plácidas lagoas à beira-mar...
A terra do surf

 O Rosa sempre foi pico de surfista. A boa qualidade das ondas que rolam tanto no Canto Norte como no Sul e a proliferação de barzinhos, pousadas e lojas voltadas pra este bando de malucos colaboram para o colorido e a agitação da praia, embora causem desagradáveis engarrafamentos marítimos nos meses de verão. Quem é da raça freqüenta o Wave quando o swell está de sul, baixa um rango sarado no Aquárius depois do segundo banho e curte a balada noturna no Convés, no Mar del Rosa, no Pico da Tribo ou no Jamaica. Falando de onda, no Rosa quebram esquerdas e direitas entre meio e 8 pés, meio gorduchas mas abrindo legal, tanto no Sul como no Norte. O canal do Norte é mamão com açúcar, mas se estiver grande de sul o melhor é entrar pelo Portinho, pra evitar remaçada.
Conforto e estilo
Mesmo sendo praia de surf, faz tempo que o Rosa deixou de ser exclusividade do miojo com salsicha e do açaí na tigela. Na última década, a praia ganhou projeção internacional e desenvolveu uma estrutura hoteleira e gastronômica capaz de satisfazer o mais exigente viajante. São pousadas com diversos padrões de refinamento e preço, restaurantes pra todos os bolsos e barzinhos transados que reúnem uma fauna divertida e interessante. Além do surf, a praia oferece opções esportivas como cavalgadas, passeios de barco e caminhadas, e quem souber procurar certamente vai encontrar não somente lugares encantadores, como também uma gente muito especial com quem se relacionar.
Na praia as opções são fáceis. Se estiver soprando vento sul o melhor é ir para o Canto Sul, que é mais protegido e onde fica a maior parte dos barzinhos populares. Quanto está quebrando, é ali que a muvuca da surfistada rola solta. Mais adiante tem o Portinho, onde a estrada termina, uma micropraia visitada apenas por pescadores e por quem busca tranqüilidade total. No meio da praia fica a Lagoa do Meio, (ideal para quem tem crianças para domesticar), e o deck da Fazenda Verde, com a Escola de Surf do Capitão David.

Fonte: Site Praia do Rosa
11.09.2010